A cada dia, uma batalha. A cada batalha, uma nova lição.

O dia amanhece e as armas do guerreiro são seus pinceis e suas tintas. Seu desejo é o de retratar a beleza pura, singela, sincera.  Atropelado pela vida que não pede licença, as cores mudam, o cenário a ser pintado já não é mais o mesmo. O imprevisto – algo é previsível? – invade sua calma e os traços da pintura se transformam.

Como lidar com isso? Há calma? Habilidade? O que falta?

A primeira batalha pede que a disciplina seja mantida, mas a alma pede calor e amor. Tudo virá no seu tempo, diz sua consciência. Um cavalo selvagem invade sua sala e diz: não há o que esperar, siga seus instintos, monte em mim e venha sentir o vento no seu rosto, o prazer.

A batalha começa. O momento exige foco, atenção e é repleto de obrigação sem prazer. E o cavalo ronda, pronto para ser montado. Fácil de subir e certo de trazer o prazer. O inverno chegará e o que for feito hoje irá garantir a segurança necessária.

Nosso guerreiro precisa vencer batalhas internas todos os dias. Todas as horas. A cada vitória, mais perto chega da paz que deve ser alcançada. Paz não é sinônimo de passividade, de falta de vida. Paz é sinônimo de consciência de que tudo tem seu momento e viver cada momento de modo adequado é a vitória que se expressa a cada batalha.

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