O seu único adversário é você mesmo.

O homem é o único animal capaz de fazer mal a um semelhante por ganância, inveja ou ciúmes. Todos os demais animais usam a violência como forma de sobrevivência, seja para se alimentarem, para se defenderem ou para defenderem seu grupo. Poder-se-ia até questionar se isso deveria ser chamado de violência ou de atitude natural para sobrevivência. O homem, por sua vez, com a capacidade única de pensar, de imaginar, de supor situações, ao mesmo tempo que utiliza o dom do raciocínio para evoluir, muitas vezes usa para destruir. Nesse caso, não há dúvidas quanto ao nome a ser dado: violência.

 

Todos nascem com habilidades diversas. Alguns com dons para música, para as artes, para o lúdico. Outros para a matemática, para as ciências exatas… alguns para linguagem, para o discurso, para o debate. O fato é que todos nascem com habilidades próprias que podem ou não se desenvolverem. Isso dependerá do meio, do incentivo, da história individual de cada um.

 

Quando nossos dons, nosso perfil natural não se desenvolve, cresce em nós um incômodo, um sentimento de vazio, de que algo que vestimos não combina conosco, mas não sabemos o quê. E quando isso ocorre começamos a lutar contra nós mesmos. Começamos a nos sabotar a, inconscientemente, buscar motivos que justifiquem o que nos tornamos para que não precisemos lutar para ser o que deveríamos.

 

A maior luta que travamos na vida é de nós contra nós mesmos. É a luta do que nos tornamos contra quem deveríamos ser. Essa luta pede, em primeiro lugar, o reconhecimento de nossa essência, a aceitação de nossa natureza para que o ser original consiga ter forças para lutar com o ser criado.

 

Descubra e aceite seu ser natural, ele precisa disso para poder assumir o lugar dele em sua vida.

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