Deus, o Pensamento e a Neurociência

Como acho difícil imaginar Deus. Sempre penso em como imaginá-Lo. Busco uma forma, uma imagem, algo que torne mais fácil concebê-Lo, mas nunca consigo.

 

Para os cristãos, Jesus Cristo é o filho de Deus que se manifestou na Terra e o fez em forma de ser humano pois só assim conseguiríamos entender a mensagem que Deus queria nos enviar. Mas a forma humana, como vemos na própria Bíblia, não é a forma de Deus.

 

Às vezes O imagino no som de uma música: Gabriel’s Oboé, Concerto para oboé de Bach, Comptine d’un autre été, The Promise… essas e algumas outras músicas me fazem sentir algo que talvez se aproxime do que seja Deus, mas ainda assim não consigo imaginá-Lo, apenas senti-Lo. Apenas? Como se isso fosse pouco…

 

Às vezes O imagino ao olhar para o mar; algo infinito, sem forma fixa, inexplorável na sua plenitude. Mas Ele não é o mar…

 

Ele não é o som, Ele não é o mar, Ele não tem forma física.

 

Imaginar Deus, pensar em algo sem forma, visualizar algo que não é concreto… Como isso funciona em nosso cérebro? O que acontece quando geramos um pensamento? Uma imagem?

 

Acredito que ao gerar um pensamento diversas vezes em nossas mentes, ele irá se materializar de alguma forma em algum momento. Acredito que os pensamentos se estruturam, se condensam e se materializam assim como se formam as memórias em nosso cérebro: através de sinapses, só que sinapses formadas num universo sutil.

 

Para formação das sinapses em nossos cérebros, necessitamos de neurotransmissores que são os responsáveis pela ligação entre os neurônios. Essas ligações, por sua vez, precisam ser reforçadas para se transformarem em cadeias sinápticas e virarem memória. Nesse processo colaboram, ainda, outras células do cérebro chamadas glias. Essas cuidam da “alimentação” dos neurônios, do apoio no processo das sinapses e na estruturação da bainha de mielina, fundamental para que um pulso elétrico seja eficaz dentro do neurônio.

 

Mas uma memória, uma lembrança, mesmo depois de formadas no cérebro, não têm uma forma fixa. Uma memória é uma capacidade que temos de “remontar” eventos de modo que se tornam novamente “visíveis” para nós, às vezes, por anos.

 

Ao gerarmos um pensamento, ao imaginarmos uma cena, no meu entender, ele passa a existir num outro universo e, assim como a formação de uma memória, ele precisará de repetição, precisará de “neurotransmissores” e do apoio de “células gliais” para se fortalecer e se materializar no nosso mundo visível. Ele segue uma mesma ordem de uma formação de uma memória em nosso cérebro.

 

Deus, como não tem forma, se “materializa” através de imagens, gestos, sons, palavras que produzem em nós um sentimento de paz, de compaixão e de amor. São bilhões de pensamentos gerados a todo momento sobre Deus. Imagine a força desse pensamento no Universo!

 

Nossos pensamentos, nossos desejos, podem, por sua vez, se materializar de modo mais concreto. Para isso precisam ser construídos em nossas mentes e desconstruídos em pequenos pedaços no mundo real de modo que possam ser efetivamente construídos. Precisam ser repetidos, precisam ser desejados e precisam ser sensibilizados através de atos diários. E quanto mais em consonância com pensamentos gerados no mundo, mais forte ele se estruturará.

 

A grande maioria dos nossos pensamentos e desejos não se concretizam pois não têm a repetição necessária e nem as ações no mundo real que precisam ser feitas.

 

Fé, nesse contexto, é acreditar que uma visualização se concretizará. Basta que você comece a acreditar na força de seus pensamentos e começar a realizar.

 

Acredite!

 

 

2 comentários em “Deus, o Pensamento e a Neurociência

  1. Perfeita reflexão, que também pode ser aplicada sobre o otimismo. ..Precisamos ser otimista ,para crer que a nossa mente é capaz reproduzir em nós tudo que precisamos para vencer.
    #Crer somente!

  2. Olá Paulo,
    é com grande satisfação que venho parabenizá-lo por este belíssimo trabalho. Logo que vi o seu convite para curtir sua página, fui dar uma “espiadinha” e fiquei imensamente feliz com o conteúdo aqui apresentado. Mais uma vez, Parabéns e, nós leitores, nos sentimos agradecidos por essa mensagem, que nos conduz a uma reflexão, nos ensina e estimula a dar passos conscientes rumo aos nossos objetivos. Obrigado, meu amigo.

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