All that we are arises with our thoughts

Sonhar, acreditar e seguir o sonho. Quem seria capaz de se posicionar contra um princípio tão mágico, tão motivador, tão lógico? Quem questionaria a proposta de que se fizermos o que gostamos, o que sonhamos, o que nos motiva, não estaremos no caminho mais indicado para alcançarmos a felicidade?

Definir um padrão de felicidade comum a todos é algo bastante complexo, no meu entender, impossível. Afinal somos 7 bilhões de seres, todos únicos. “Eu sou eu e minhas circunstâncias…” – Ortega y Gasset . Então buscar um padrão de felicidade para 7 bilhões de “circunstâncias” tão únicas seria possível? Essa resposta tem sido buscada por grandes filósofos, por todas as religiões, mas ainda não chegaram a um acordo sobre o tema…

O homem quer afastar-se da dor e aproximar-se do prazer, já dizia Epicuro, 300 anos antes de Cristo. Ele – considerado o filósofo da felicidade – chega com uma proposta que aperfeiçoa o hedonismo, que pregava uma busca quase desenfreada pelo prazer. Traz a razão junto com a emoção para sua proposta filosófica de um modelo ideal de vida. “As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo”, dizia ele. Buscar o prazer imediato pode comprometer a felicidade futura; o certo seria submeter antes à razão o conceito do prazer imediato. Grande Epicuro! Em escavações na Grécia e em Roma descobriram que a imagem desse filósofo era encontrada até em casas de pessoas mais simples pois acreditavam que apenas olhar para sua face “aquietava a alma”.

Se seguirmos essa linha de pensamento, deveríamos sempre analisar a vida de uma forma mais completa. E aí entraria o sonho, a visão, o futuro. Não sou muito favorável ao processo que alguns autores motivacionais e de gestão pregam com tanta veemência: escrever o que eu quero pra mim daqui a 10 anos e assim isso acontecerá! Já tentei isso e vi que, pra mim, não funciona. Nunca sonhei em me tornar presidente de uma Refinaria de Petróleo e me tornei… Nunca pensei em montar uma escola de idiomas, e aqui estou… Descobri que sou (talvez sejamos) como um rio, (plagiando Heráclito) mudo a cada ano e com isso mudam diversas das minhas prioridades também. Adotei o método de olhar para dentro e ver o que me faz feliz hoje e se isso pode prejudicar meu futuro, caso não prejudique… Se o que me faz feliz hoje é escrever, vou montar um blog e ver no que isso vai dar (cá estou). Para isso me organizo, arrumo tempo para escrever, procuro um modo de divulgar sem custos o blog, e por aí vai… Se for fazer teatro, vou buscar escolas, arrumar minha agenda, avaliar custos e… lá estou. Se for estudar neurociência, me organizo, procuro livros, cursos, tempo…. e o ciclo continua. E faço isso tudo ainda exercendo meu trabalho do dia à dia. E no que isso vai dar? Não sei, mas sei que gosto toda vez que me vejo fazendo/realizando alguns de meus sonhos atuais.

E como não acredito em acaso, hoje vim ouvido para o trabalho uma música que diz muito sobre o meu momento: There’s no place I rather be… hoje!

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