Dicas para seus filhos…

Estudar requer procedimentos que, caso sejam mal executados ou desprezados, podem trazer resultados ruins, às vezes até piores do que se não tivéssemos estudado. Estudar nada mais é do que exercitar o cérebro para que ele consiga construir pontes entre suas células (sinapses) que ajudam a criar áreas para armazenamento de conhecimento, de modo que possamos acessar sempre que necessitarmos.

Quando fazemos um regime drástico, por exemplo, e não mudamos nosso padrão de alimentação e de exercícios físicos de modo permanente, o que acontece? Emagrecemos rapidamente e depois engordamos tudo de novo… Nosso corpo volta ao seu padrão antigo de utilização x queima de calorias. Com o estudo é a mesma coisa. Se apenas estudarmos na véspera das provas podemos até tirar uma boa nota, mas o conhecimento não ficará armazenado para ser recuperado mais à frente. Decoramos a matéria (emagrecemos) e depois esquecemos (engordamos). E aí, quando vem uma nova prova ou a necessidade de usarmos aquela informação novamente, falamos: “Eu até estudei isso, mas não lembro mais…”.  Isso que foi feito pode ser chamado de qualquer coisa, menos de estudo.

Seria muito complicado guardarmos para sempre tudo que aprendemos durante toda nossa vida. Não por falta de capacidade de nosso cérebro que poderia ser muito mais utilizado por nós, mas… acabamos armazenando o que mais utilizamos, o que repetimos com mais freqüência e o resto não fica arquivado. Idiomas, por exemplo, estudamos, aprendemos e… esquecemos. Não esquecemos tudo pois como estudamos durante, no mínimo, 1 ano com alguma freqüência, acabamos registrando algumas coisas (formando sinapses e transferindo o conhecimento do hipocampo para o córtex), mas quando paramos de praticar deixamos de criar novas sinapses e de reforçar as existentes e aí acabamos perdendo a tal fluência que é fruto da rotina.

O estudo, para ter resultado, demanda algumas ações básicas:

1.Organização – um dos maiores fatores de dificuldade num processo de estudo é a nossa capacidade de nos concentrarmos, de mantermos o foco por um período mais longo. Para evitar distrações, devemos tirar de perto tudo aquilo que poderia nos tirar a atenção: celulares, músicas que tenham letras que possamos cantar, livros, cadernos e revistas que não tenham a ver com a matéria que iremos estudar, computadores pois, até eles, são muitas vezes fontes de distração (para estudar usando computadores é preciso ter muita disciplina pois, senão, a possibilidade de ao invés de estudar começar a navegar em coisas que não têm nada a ver com a matéria é grande…);

2.Estudar a matéria do dia – a atividade cerebral enquanto estamos acordados é tamanha que o cérebro precisa dormir, não para descansar, mas para poder limpar o que produziu de “resíduos” durante o dia. E esse processo de limpeza faz com que informações armazenadas de modo superficial, se percam durante o sono. Desse modo, quanto mais reforçarmos o que nos foi ensinado antes de dormirmos, mais fixo ficará em nossa  memória.

3.Estudar para ensinar – quando temos uma meta, um objetivo concreto, nossas ações tornam-se mais eficazes. E não há nada melhor para aprender do que ter que ensinar. Se ao estudarmos pensarmos que teremos que dar uma aula sobre aquele tema, nosso compromisso, nosso envolvimento, será muito maior. Como seria essa aula? Que temas eu teria que dar? O que abordaria primeiro? Como eu explicaria esse item pra toda turma?

Criar rotina de estudos seguindo um padrão eficaz, um modo de estudo que respeite e entenda como funciona essa máquina que temos dentro de nossas cabeças, nos trará conhecimento, inteligência e liberdade.

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