Como funciona nosso cérebro?

O que você faz quando quer aprender alguma coisa? Como você faz para ser aprovado em uma matéria, para aprender a tocar um instrumento, para aprender a dirigir carro, bicicleta, moto? E para andar de skate, surfar e para aprender a nadar ? Como você faz para aprender a falar mandarim, árabe, japonês ou inglês? Por que aprendemos algumas coisas com mais facilidade que outras? Como alguns atores conseguem decorar textos enormes e sofremos para decorar algumas pequenas fórmulas que irão cair na prova?

Estamos tão envolvidos com nossos trabalhos, tão preocupados com nossas famílias e nossos problemas cotidianos que nunca paramos para pensar em como funciona o órgão do nosso corpo que é um dos mais importantes, o mais pesado, o que mais consome energia e também o que é ainda o mais desconhecido de todos: o nosso cérebro.

São mais de 100 bilhões de células com mais de 100 trilhões de conexões e ainda estamos engatinhando no processo de conhecer seu funcionamento. Mas com o que já temos de conhecimento será que poderíamos melhor nosso processo de aprendizagem?

Hoje em dia já é possível analisar o fluxo do pensamento através de aparelhos que conseguem mapear o cérebro conhecidos como IRM (imagem por ressonância magnética) e TEP (tomografia por emissão de pósitrons). Esses aparelhos funcionam através do princípio de que as células cerebrais necessitam constantemente de sangue que, por sua vez, carregam consigo todos os nutrientes vitais necessários para o funcionamento do cérebro, inclusive oxigênio e glicose. Deste modo esses aparelhos detectam e seguem o movimento do sangue para as várias partes do cérebro e mostram em telas o que está acontecendo. E com isso podemos dizer qual parte do cérebro funciona mais ativamente em determinado momento. Além de detectar mudanças na corrente sangüínea, esses aparelhos especializados podem também detectar as áreas do cérebro que aumentaram o consumo de oxigênio e glicose no momento em que determinada atividade estava sendo executada.

Muito bem, a ciência já nos permite ver onde há mais atividade, mais circulação de sangue, mais fluxo de energia no cérebro a medida que as atividades vão sendo exercidas. Já é possível identificarmos áreas comuns a certas atividades e, deste modo, começamos a mapear o funcionamento desse órgão.

Os cientistas já verificaram que o aprendizado envolve a formação de novas conexões neurais em diferentes partes do cérebro e promovem o aumento do hipocampo e de outras regiões do córtex dependendo da forma do input. E mesmo tendo esse conhecimento cientifico do processo elétrico do fluxo interno que ocorre em nosso cérebro, o que estamos fazendo ou podemos fazer para melhorar nosso processo de aprendizagem?

No próximo texto explicarei um pouco do funcionamento da memória, do seu papel na aprendizagem e de como podemos torná-la mais eficaz. Enquanto isso peço que pensem que, nesse exato momento, seu cérebro está com uma atividade muito mais intensa e com um dispêndio muito maior de energia do que você pode supor. E o que você pode e deve fazer para tornar esse processo mais produtivo e menos desgastante para o seu cérebro?

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